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Como prevenir acidentes com animais

Estudos mostram que o convívio entre as crianças e animais trazem muitos benefícios para a saúde e para o bem-estar de meninos e meninas 1. Entretanto, é preciso tomar alguns cuidados para evitar que acidentes ocorram.

Os acidentes envolvendo crianças e cães podem ser evitados com alguns cuidados simples no dia a dia.

É importante ter em mente algumas características do comportamento infantil que podem levar à ocorrência de acidentes durante essa interação:

  • Crianças tendem a agir de forma imprevisível e mais ativa (correm, gritam, etc.) 2;
  • As crianças mais novas, especialmente, não possuem habilidades cognitivas completas. Por exemplo, ainda não compreendem que outros seres possuem desejos e intenções distintas das suas 3;
  • Crianças são menores e mais fracas do que adultos, por isso, as chances de mordidas na região da cabeça e do pescoço aumentam. Já nos adultos, as maiores incidências são nas extremidades do corpo 4.

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Dicas de como prevenir acidentes com animais

  • A criança deve ser supervisionada por um adulto sempre que estiver em contato com algum animal;
  • Antes de adquirir um bichinho, pesquise sobre as raças e não se esqueça dos que estão para adoção. Dê preferência aos cães de temperamento mais dócil e aqueles que se dão melhor com crianças. Os cachorros já adultos são uma ótima opção por serem mais previsíveis e terem o comportamento já definido. Veja aqui um passo a passo para testar o comportamento dos cães, e escolher o que melhor se adapta a sua família;
  • Mantenha as vacinas do animal sempre em dia;
  • Se o bicho já fazia parte da família antes de a criança nascer, “apresente-o” ao bebê logo nos primeiros dias, para evitar o ciúme. Deixe que ele cheire a criança e, assim, entenda que ela é mais um membro da casa;
  • Ensine a criança a brincar com os cachorros. Diga que não se deve incomodá-los quando eles estiverem comendo, dormindo ou com filhotes, e também não a deixe bater no cachorro ou puxar seus pelos;
  • Explique a criança que ela não deve seguir o animal, mas sim esperar que ele venha até ela. Correr e gritar próximo ao bichinho também não é o indicado, pois esse comportamento pode estimular uma agressividade no animal;
  • Oriente a criança que, para brincar com um cachorrinho na rua, ela deve tomar alguns cuidados: checar se o animal está acompanhado de um dono antes de estabelecer contato com ele, perguntar para o dono se o cão é dócil e se é possível passar a mão nele. Explique que ela deve evitar passar a mão na cabeça e no rabo do bicho, bem como abraçá-lo;
  • Estimule a criança a conhecer os cachorros do bairro. Ao andar com os pequenos pela rua, ensine que não se deve colocar a mão para dentro dos portões das casas;
  • Ensine a criança a respeitar o espaço dos cães e não interagir quando eles não quiserem.

O que fazer em casos de mordidas?

  • Caso a criança seja mordida pelo cachorro, lave a ferida com água corrente e sabão, eleve o membro atingido e busque assistência médica (posto de saúde ou hospital). O médico avaliará a necessidade ou não de vacinar a criança contra a raiva;

Dicas de segurança oferecidas por Alexandre Rossi e Criança Segura.

Referências:

  1. WALSH, Froma. Human‐Animal Bonds II: The Role of Pets in Family Systems and Family Therapy. Family process, v. 48, n. 4, p. 481-499, 2009.
  2. MORRONGIELLO, Barbara A. et al. A new approach to understanding pediatric farm injuries. Social science & medicine, v. 65, n. 7, p. 1364-1371, 2007.
  3. SELMAN, Robert L. The growth of interpersonal understanding. New York: Academic Press, 1980.
  4. SCHWEBEL, David C. et al. The Blue Dog: Evaluation of an interactive software program to teach young children how to interact safely with dogs. Journal of pediatric psychology, p. jsr102, 2011.

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