Acidentes

Qual o papel dos pais na segurança das crianças?

Foto: Pixabay
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11/08/2017

Confira a opinião de Leandro Crespo, do site 4Daddy, sobre esse assunto

Para a Criança Segura, garantir a segurança das crianças é parte fundamental para permitir o desenvolvimento físico, emocional e social pleno e saudável de meninos e meninas. Para isso, consideramos que, além de cuidar para que o ambiente das crianças seja seguro, é tarefa dos adultos colaborar para que elas aprendam – por meio de limites e afeto – a evitar riscos para si mesmas.

Atualmente, a sociedade tem discutido e questionado os modelos e papeis pré-estabelecidos (e, muitas vezes, ultrapassados) que caberiam a pais e mães na criação dos filhos.

No próximo domingo, comemoramos o Dia dos Pais e, aproveitando essa data, a Criança Segura resolveu provocar uma reflexão: qual é o papel dos pais na garantia da segurança das crianças?

Para falar sobre esse assunto, conversamos com Leandro Crespo, um dos criadores do site 4Daddy – um site criado por pais e para pais – sobre o assunto. Confira a entrevista:

 

Criança Segura – Em sua opinião, qual é o papel do pai na segurança das crianças? Você acredita que há alguma diferença entre esse papel e o da mãe?

Leandro Crespo – Vivemos uma cultura machista e patriarcal bem forte. Por mais que estejamos num movimento de mudança bem grande e positiva, que é essa nova geração de pais e de mães que mostram um equilíbrio maior no cuidar das crianças, o reflexo dessa cultura patriarcal ainda é muito forte.

Vejo a figura do pai cuidar de um tipo de segurança diferente da mãe. A segurança do pai é mais externa, ligada a uma segurança financeira e patrimonial, um pouco mais intangível. Enquanto a mãe sim tem uma visão mais tangível de segurança, como a segurança doméstica, como banheiro, cozinha e acidentes que ocorrem dentro de casa, principalmente ligada às tarefas domésticas. Essa segurança se torna mais tangível ao homem quando exige mais força, como alguma obra dentro de casa ou segurança no trânsito.

Não deveria existir essa diferença de segurança. A segurança deveria ser dividida e compartilhada de forma que os pais se sintam mais cômodos e aptos a proporcionar para os filhos ou filhas. Até para não refletir na diferença de acidentes e exposição de riscos que as crianças sofrem por diferença de sexo mesmo. Lembro de ter lido que jovens meninos se expõem mais a acidentes do que meninas, por exemplo. Acredito que seja por uma influência onde o homem é mais descuidado com a sua segurança, e a mulher que tem que zelar pela segurança da família.

 

Criança Segura – Ainda há um mito/brincadeira de que as mães são mais cautelosas e os pais que são mais “desastrados” ou aventureiros na hora de cuidar da criança, como você vê essa questão?

Leandro Crespo – Esses mitos estão ligados a uma cultura. Normalmente, homens tendem a ser mais descuidados e as mulheres mais zeladoras pela segurança de todos por influência da diferença de criação. Meninas tendem a brincar de boneca e casinha, que remetem ao cuidado. E os meninos são incentivados a se aventurarem, e isso gera riscos a acidentes.

Mas acredito que esteja mudando. As meninas estão se arriscando mais, se empoderando, e os meninos estão percebendo que podem ser mais zelosos e, o principal de tudo, sentir prazer e orgulho de serem mais zelosos e cuidadosos.

 

Criança Segura – Você acredita que os pais têm se informado mais e estão mais atentos às questões que envolvem a segurança das crianças? 

Leandro Crespo – Eu acredito e tenho percebido isso. Apesar da influência da cultura patriarcal ainda ser muito forte, uma nova geração de pais está surgindo, e mesmo que capengando, batendo cabeça, e com choques culturais, está vencendo paradigmas, enfrentando preconceitos, e o mais legal, está se informando mais de si e do cuidar com os seus filhos e filhas.

Vejo que o assunto segurança é hoje o mais atrativo aos novos pais. Tem sido a primeira descoberta do cuidar deles, para depois se permitirem, mais tarde, serem mais afetivos e etc.

 

Agora queremos saber: qual a sua opinião sobre esse assunto? Compartilhe com a gente em nossa página no Facebook.

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