Dicas

Como prevenir acidentes de trânsito

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Dados

O acidente de trânsito é a principal causa de morte acidental de crianças e adolescentes com idades de um a 14 anos no Brasil. Em 2013, 1.755 crianças dessa faixa etária morreram vítimas de acidentes de trânsito e, em 2014, 14.150 foram hospitalizadas, segundo Ministério da Saúde.

Do total de mortes de crianças em acidentes de trânsito, 30% (536) ocorreram devido a atropelamentos e 30% (535) quando estava na condição de ocupante de veículo.

Características

As crianças são um dos grupos mais vulneráveis a acidentes no trânsito. Seus corpos são mais frágeis e ainda estão em desenvolvimento. Devido a sua pequena estatura, elas não enxergam por cima de carros estacionados e também ficam escondidas do campo de visão dos motoristas. Seu campo de visão é mais estreito que o dos adultos e, por isso, muitas vezes elas não veem um carro se aproximando. Não avaliam corretamente a distância, a velocidade e o tempo que um veículo está em relação a elas. São muito distraídas e ainda não sabem reconhecer o perigo.

De acordo com a legislação brasileira, até os 10 anos de idade as crianças devem ser transportadas no banco traseiro do veículo automotivo, usando cinto de segurança. E, até os sete anos e meio elas precisam usar um dispositivo de retenção veicular (bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação). Esses dispositivos, quando usados e instalados corretamente, reduzem em até 71% a chance de morte de uma criança em caso de acidente de trânsito.

Dicas de prevenção

 

No carro

  • Nunca saia de carro com crianças sem usar o bebê conforto, a cadeirinha ou o assento de elevação, nem mesmo para ir só até a esquina. Esteja sempre atento, pois muitas colisões acontecem próximas à área de destino e origem ou em ruas com baixo limite de velocidade;
  • Só use bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação que possuam o selo do Inmetro ou a certificação americana ou europeia;
  • Siga sempre o manual de instrução dos dispositivos de retenção veicular, certifique-se que eles são apropriados a idade da criança e que se adaptem adequadamente ao seu veículo;
  • O cinto de segurança é projetado para pessoas com no mínimo 1,45m de altura. Se a criança ainda não atingiu essa altura, ela precisa usar o assento de elevação para evitar que se machuque gravemente em caso de acidente;
  • O airbag do passageiro pode machucar seriamente uma criança quando essa estiver sentada no banco da frente. Por isso, se for transportar uma criança em camionete, desative esse dispositivo;

Na rua

  • Dê o exemplo. Exerça o comportamento seguro como pedestre e ensine para as crianças: atravesse as ruas olhando para ambos os lados, respeite os sinais de trânsito e faixas para pedestres e, antes de atravessar na frente dos veículos, faça contato visual com os motoristas para ter certeza de que eles te viram;
  • Não permita que uma criança menor de 10 anos ande sozinha pela rua. A supervisão de um adulto é vital até que a criança demonstre habilidades e capacidade de julgamento do trânsito. Segure sempre sua mão, firme, pelo pulso, enquanto estiverem caminhando na rua;
  • Entradas de garagens, quintais sem cerca, ruas ou estacionamentos não são locais seguros para que as crianças brinquem;
  • Tenha certeza de que as crianças fazem sempre o mesmo trajeto para destinos comuns, como de casa para a escola. Acompanhe-as algumas vezes para identificar o caminho mais seguro e ensine-as a completá-lo de forma prudente e cuidadosa. Escolha o trajeto mais reto, com poucas ruas para atravessar;
  • Usar uma lanterna ou materiais reflexivos nas roupas da criança pode evitar atropelamentos durante a noite;
  • Ensine a criança a olhar para os dois lados várias vezes antes de atravessar a rua, a atravessa-la só quando estiver livre e continuar olhando para os dois lados enquanto caminha;
  • Explique para os pequenos que eles devem usar a faixa de pedestres sempre que possível. Mesmo na faixa, devem olhar várias vezes para os dois lados e atravessar em linha reta. Quando não houver faixa de pedestre, devem procurar outros locais seguros para atravessar, seja na esquina, em passarelas ou próximo a lombadas eletrônicas;
  • Explique o que significam os sinais de trânsito para meninos e meninas e diga que eles devem respeitá-los;
  • Fale para as crianças que elas não devem atravessar a rua por trás de carros, ônibus, árvores e postes. Ensine-as a fazer contato visual com os motoristas antes de atravessar a rua para ter certeza de que foi vista;
  • Explique a meninos e meninas que eles nunca devem correr para a rua sem antes parar e olhar se vem carro – seja para pegar uma bola, o cachorro ou por qualquer outra razão. Correr precipitadamente para a rua é a causa da maioria dos atropelamentos fatais com crianças;
  • Em estradas ou vias sem calçadas, diga às crianças para caminharem de frente para o tráfego (no sentido contrário aos veículos). Assim, elas podem ver e ser vista mais facilmente;
  • Peça para os pequenos terem atenção especial com carro que estão virando em uma rua ou dando ré;
  • Ensine meninos e meninas a caminharem em fila única sempre que estiverem com mais crianças;
  • Ao desembarcar do ônibus, diga para as crianças esperarem que o veículo pare totalmente para descer e aguardem que ele se afaste para atravessar a rua.

De bicicleta, skate ou patins

  • Ao brincar com bicicleta, skate ou patins, as crianças precisam de vigilância constante de um adulto. Além disso, essas atividades devem acontecer em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, fora do fluxo de carros e longe de piscinas e sacadas;
  • Crianças devem sempre usar equipamentos de segurança (capacete, joelheira e cotoveleira) ao andar de bicicleta, skate ou patins. Verifique se os equipamentos possuem o selo do Inmetro;
  • No momento da compra de um equipamento de segurança, deixa que a criança escolha o modelo e a cor que mais lhe agradam. Isso fará com que seu uso seja mais prazeroso;
  • Verifique se o capacete está devidamente ajustado à cabeça da criança. O ideal é que fique centrado na parte de cima da cabeça, sem balançar para frente, para trás ou para os lados. Ajuste as correias para que ele fique firme, mas não apertado;
  • Converse com outros responsáveis para que eles convençam suas crianças a usarem o capacete também. Dessa forma, todas ficaram mais confortáveis ao usarem esse equipamento de segurança;
  • Para andar de bicicleta, as crianças devem sempre usar sapatos fechados e evitar cadarços folgados ou soltos;
  • Ao andar de bicicleta ao entardecer, é importante que as crianças usem materiais refletores na roupa, na bicicleta e nos equipamentos de segurança;
  • Equipe a bicicleta com refletores, espelhos e buzina;
  • Verifique se os pés da criança alcançam o chão enquanto ela está sentada no assento da bicicleta;
  • Ensine a criança a andar à direita dos veículos, no sentido do trânsito; a usar sinais de mão apropriados; respeitar os sinais de trânsito e parar em todos os sinais vermelhos; parar e olhar para os dois lados antes de entrar em uma rua; olhar para trás e esperar o fluxo de carros que vem antes de virar para a esquerda num cruzamento;
  • Realize sempre a manutenção da bicicleta: os pneus devem estar firmes e devidamente cheios, os refletores devem estar seguros e bem presos, os freios funcionando perfeitamente e as marchas movendo-se com facilidade;

No transporte escolar

  • Antes de contratar um prestador de serviço, verifique as condições do veículo e a documentação pessoal do motorista;
  • Busque referências sobre o prestador de serviço na escola, com outros pais, no sindicato dos motoristas ou no Detran (Departamento Estadual de Trânsito);
  • Exija que o embarque e desembarque das crianças sejam feitos com um monitor que as acompanha dentro da van e sempre pelo lado da calçada;
  • Tenha certeza de que as crianças são deixadas em frente à escola, sem necessidade de atravessar ruas;
  • Verifique as condições de higiene do carro e o número de cintos de segurança. Toda criança transportada deve usar, individualmente, o cinto de segurança ou a cadeirinha apropriada para seu peso;
  • Ensine a criança a ficar sentada enquanto o veículo estiver em movimento; sempre afivelar o cinto de segurança; não falar com o motorista enquanto ele estiver dirigindo; respeitar o monitor do veículo; descer do veículo somente depois que ele parar totalmente;
  • Sempre converse com a criança sobre o que acontece durante a viagem para avaliar se todas as medidas de segurança estão sendo realizadas.

Quais os pré-requisitos para ser um condutor de transporte escolar?

O condutor, seja de embarcação ou automóvel, deve ter:

  • Idade superior a 21 anos;
  • Habilitação para dirigir veículos na categoria “D”. Se pilotar embarcações, deve ser habilitado na Capitania dos Portos;
  • Aprovação especial para transporte de alunos em exame psicotécnico;
  • Curso de Formação de Condutor de Transporte Escolar;
  • Possuir matrícula específica no Detran ou Capitania dos Portos;
  • Não ter cometido falta grave ou gravíssima nos últimos doze meses.

Quais os pré-requisitos que o veículo usado para transporte escolar deve ter?

  • Ser dos seguintes modelos: ônibus, vans e VW Kombi;
  • Cintos de segurança em boas condições e para todos os passageiros;
  • Grade separando os alunos da parte onde fica o motor, no caso da VW Kombi;
  • Seguro contra acidentes;
  • Para que o transporte de alunos seja mais seguro, o ideal é que os veículos da frota tenham no máximo sete anos de uso;
  • Registrador de velocidade (chamado tacógrafo), que é um aparelho instalado no painel do veículo e que vai registrando a velocidade e as paradas do veículo em um disco de papel. Os discos devem ser trocados e guardados por um período determinado, porque serão exibidos ao Detran por ocasião da vistoria especial;
  • Apresentação diferenciada, com pintura de faixa horizontal na cor amarela nas laterais e na traseira, contendo a palavra ESCOLAR na cor preta;
  • Todo veículo que transporta alunos deve ter uma autorização especial, expedida pela Divisão de Fiscalização de Veículos e Condutores do Detran ou pela Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran). A autorização deverá estar fixada na parte interna do veículo, em local visível. Além das vistorias normais no Detran, o veículo que transporta alunos precisa fazer vistorias especiais para verificação específica dos itens de segurança para transporte escolar;
  • Além das vistorias normais no Detran, o veículo que transporta alunos precisa fazer mais duas vistorias especiais (uma em janeiro e outra em julho), para verificação específica dos itens de segurança para transporte escolar.

É permitido o transporte escolar em embarcações?

  • Os alunos podem ser transportados em embarcações nas localidades onde o transporte fluvial ou marítimo (rios, lagos, lagoas, oceano) for mais eficiente;
  • Todos os alunos devem usar as coletes salva-vidas;
  • A embarcação, motorizada ou não, deverá estar registrada na Capitania dos Portos e a autorização para trafegar exposta em local visível.

Quais os pré-requisitos que a embarcação usada para transporte escolar deve ter?

  • Cobertura para proteção contra o sol e a chuva;
  • Grades laterais para proteção contra quedas;
  • A embarcação deverá ser de boa qualidade e não ter mais de sete anos de uso.

Como prevenir sufocação e engasgamento

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Dados

A sufocação ou obstrução das vias aéreas é a primeira causa de morte acidental de bebês até um ano de idade. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2013, 825 crianças de até 14 anos morreram vítimas de sufocação. Desse total, 606 tinham menos de um ano de idade.

Para ver outros dados sobre acidentes com crianças, clique aqui.

Características

Crianças menores de quatro anos estão particularmente mais vulneráveis a sufocações e engasgamentos, pois suas vias aéreas superiores (boca, garganta, esôfago e traqueia) são pequenas e, nessa fase, têm a tendência natural de colocar objetos na boca.

Ainda nessa idade, possuem pouca experiência em mastigar e engolir e seus dentes têm proporção menor que os de adultos, o que dificulta a mastigação apropriada dos alimentos.

Além disso, entre bebês, a falta de habilidade de levantar a cabeça ou livrar-se de lugares apertados coloca-os em grande risco.

Dicas de prevenção

 

Engasgo por alimento

  • Corte os alimentos em pedaços bem pequenos na hora de alimentar a criança;
  • Não dê alimentos redondos e duros, como uvas, pipoca, cenoura crua e nozes para crianças;
  • Ensine a criança a comer sentada e com a boca fechada. Isso ajudará a prevenir que a criança tente falar e comer ao mesmo tempo;

Momento de dormir

  • Use berços certificados pelo Inmetro e que sigam as normas de segurança da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas);
  • Verifique se as grades de proteção do berço estão fixas e se a distância entre elas não é maior do que 6 cm;
  • Bebês devem dormir em colchão firme, de barriga para cima, cobertos até a altura do peito com lençol ou manta presos embaixo do colchão e os bracinhos para fora. O colchão deve estar bem preso ao berço (não mais que dois dedos de espaço entre o berço e o colchão) e sem qualquer embalagem plástica;
  • Remova do berço todos os brinquedos, travesseiros, cobertores, protetor de berço e qualquer outro objeto macio quando o bebê estiver dormindo. Isso ajuda a reduzir o risco de asfixia;
  • Adultos devem evitar dormir com bebês. Caso escolham dividir a cama, devem tomar precauções especiais, que incluem a remoção de travesseiros, edredons e qualquer outra roupa de cama macia. Devem, também, evitar o uso de bebidas alcoólicas;

Engasgo com brinquedos

  • Ao escolher os brinquedos para uma criança, considere sua idade, interesse e nível de habilidade. Siga as recomendações do fabricante e procure brinquedos com selo do Inmetro;
  • Brinquedos para crianças maiores podem ser perigosos para as menores e devem ser guardados separadamente;
  • Inspecione regularmente os brinquedos à procura de danos que podem resultar em algum acidente enquanto a criança os manuseia. Observe se alguma parte pequena pode se soltar, se existem pontas afiadas ou arestas. Caso encontre algum problema, conserte o brinquedo imediatamente ou mantenha-o fora do alcance da criança;
  • Evite utilizar balões de látex (bexigas). Se realmente precisar utilizá-los, guarde-os fora do alcance das crianças e supervisione-as durante toda a brincadeira. Não permita que crianças encham balões e tenha muito cuidado com os pedaços de bexigas estouradas, pois podem ser acidentalmente ingeridos pelas crianças e ocasionar sérias consequências. Após o uso, esvazie as bexigas e descarte-as juntamente com eventuais pedaços;

Estrangulamento com cordões e tiras

  • Brinquedos e roupas com correntes, tiras e cordas com mais de 15 cm devem ser evitados para reduzir o risco de estrangulamento;
  • Nunca deixe que as crianças brinquem em parquinhos usando colares, bolsas ou roupas com cordões;
  • Considere a compra de cortinas ou persianas sem cordas para evitar que crianças menores corram o risco de estrangulamento;

Ambiente doméstico

  • Mantenha o piso livre de objetos pequenos como botões, colar de contas, bolas de gude, moedas, tachinhas. Tire esses e outros pequenos itens do alcance de crianças;
  • Mantenha sacolas plásticas longe do alcance de bebês e crianças;
  • Aprenda a utilizar um testador para determinar quais objetos pequenos oferecem risco de engasgamento para crianças de até quatro anos. Para isso, use uma embalagem plástica de filme fotográfico como referência, pois ela possui, aproximadamente, o mesmo diâmetro da garganta de uma criança (3 cm) e poderá alertar para o risco de forma bastante visual – se o objeto passar pela entrada da embalagem, provavelmente uma criança poderá engoli-lo acidentalmente e se engasgar.

Dentro do carro

  • Ensine as crianças que elas não devem brincar dentro ou ao redor de carros, móveis e utensílios domésticos grandes, como geladeira, lavadora de roupa, armários, baús, etc. Caso entrem nesses lugares, há o risco de ficarem presas e não conseguirem respirar normalmente;
  • Não deixe as crianças sozinhas dentro do carro, mesmo com o vidro levemente aberto;
  • Coloque algo que você vá precisar em sua próxima parada – como uma bolsa, almoço, mochila da academia ou maleta – no chão do banco de trás, onde a criança está sentada. Esse ato simples pode prevenir o esquecimento acidental da criança caso ela esteja dormindo;
  • Seja especialmente cuidadoso se você mudar sua rotina para deixar as crianças na creche ou escola. Peça para te avisarem caso seu filho não chegue ao local após alguns minutos do horário que você costuma deixá-lo;
  • Tenha certeza de que todas as crianças deixaram o veículo quando chegar ao seu destino. Supervisione também as crianças que estiverem dormindo;
  • Sempre tranque as portas e o porta-malas do veículo – especialmente em casa. Mantenha as chaves e os controles automáticos do carro fora do alcance das crianças;
  • Observe as crianças de perto quando próximas a veículos, especialmente no momento de carregar e descarregar o carro;
  • Nunca deixe o carro sozinho com o motor ligado e as portas destravadas. Crianças curiosas podem entrar e desengatar o veículo ou ficarem presas;
  • Assim como qualquer corda ou cabo, os cintos do carro também podem representar riscos para a criança. Não permita que elas brinquem com eles;
  • Acione as travas resistentes a crianças e fique atento a elas;
  • Mantenha o encosto do banco de trás travado para ajudar a prevenir que as crianças vão ao porta-malas por dentro do carro;
  • Ensine as crianças mais velhas como desabilitar as travas das portas de trás pela porta do motorista caso fiquem presas não-intencionalmente no veículo. Uma criança que está aprendendo a andar não saberá como ir para o banco da frente para sair do carro;
  • Mostre para as crianças mais velhas como localizar e utilizar a trava de emergência do porta-malas que existe nos modelos de carros mais modernos;
  • Se você vir uma criança sozinha dentro de um carro, ligue para o 190 imediatamente.

Como prevenir queimadura

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Dados

Entre os acidentes que podem acontecer com crianças, um dos mais devastadores é a queimadura, que todos os anos deixa milhares de crianças com sequelas permanentes. Na maioria das vezes, o tratamento dessas feridas é dolorido e demorado e, em muitos casos, as vítimas desenvolvem traumas físicos e psicológicos para toda a vida.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2014, 19.970 crianças com idade de zero a 14 anos foram hospitalizadas vítimas de queimaduras. Em 2013, 291 crianças dessa faixa etária morreram por esse motivo e, desse total, 115 tinham entre um e quatro anos de idade.

Para ver outros dados sobre acidentes com crianças, clique aqui.

Características

Muitas das queimaduras que acontecem com crianças ocorrem dentro de casa. Os tipos mais comuns são as escaldantes (causadas por água ou vapor quente) e as térmicas (causadas por contato direto com fogo ou objetos quentes).

Meninos e meninas de zero a quatro anos correm mais risco de sofrerem queimaduras. Sua pele é mais fina que a de crianças mais velhas e adultos e, por isso, se queimam a temperaturas mais baixas e mais rapidamente. Uma criança exposta a água quente a 60° por três segundos terá uma queimadura de terceiro grau, lesão que requer hospitalização e enxertos de pele.

Além disso, até os quatro anos as crianças não têm capacidade de reconhecer riscos e podem não ter habilidade para escapar de uma situação de queimadura que ameace a sua vida.

Dicas de prevenção

 

Em casa

  • Mantenha as crianças longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições;
  • Cozinhe nas bocas de trás do fogão e sempre com os cabos das panelas virados para dentro, para evitar que as crianças entornem os conteúdos sobre elas. O uso de protetores de fogão é um cuidado a mais para evitar que a criança tenha acesso às panelas;
  • Evite cuidar, ficar perto ou carregar as crianças no colo enquanto mexe em panelas no fogão ou manipula líquidos quentes. Até um simples cafezinho pode provocar graves queimaduras na pele de um bebê;
  • Deixe comidas e líquidos quentes no centro da mesa, longe do alcance das crianças;
  • Não utilize toalhas de mesa compridas ou jogos americanos. As crianças podem puxar esses tecidos, causando escaldadura ou queimadura de contato;
  • Durante o banho do bebê, coloque primeiro a água fria e verifique a temperatura da banheira imergindo a mão inteira na água, espalhando os dedos e movendo a mão por toda a extensão da banheira, para ter certeza de que não há nenhum ponto muito quente;
  • Não deixe as crianças brincarem por perto quando você estiver passando roupa ou utilizando outro aparelho que produza calor, como secador de cabelo. Ao utilizá-los, desligue, tire da tomada e os guarde longe do alcance das crianças;
  • Fogos de artifício devem ser manipulados por profissionais e nunca por crianças. Nas festas juninas não permita brincadeiras com balões ou de saltar fogueira;
  • Brinquedos elétricos podem causar queimaduras. Evite brinquedos com elementos de aquecimento, como baterias e tomadas elétricas, para crianças com menos de oito anos;

Eletricidade

  • Verifique sempre o estado das instalações elétricas. Substitua as fiações antigas e desencapadas. Os fios devem ficar isolados em locais adequados como canaletas e conduítes e longe do alcance das crianças;
  • Evite ligar vários aparelhos eletrônicos em uma mesma tomada;
  • As tomadas devem estar protegidas por tampas apropriadas, esparadrapo, fita isolante ou mesmo cobertas por móveis;
  • Cuidados com eletrodomésticos em mau estado de conservação, como ventiladores e geladeiras. Eles podem causar choque e curto-circuito. Se possível, faça revisões ou a troca desses produtos;
  • Antes de consertos e reformas em sua casa, desligue a chave geral. Prefira os serviços de um eletricista;
  • Desligue o chuveiro antes de mudar a chave de temperatura;
  • Não coloque objetos metálicos (facas, garfos, etc.) dentro de equipamentos elétricos;
  • Considere a instalação de um dispositivo de proteção residual (DR) no quadro de distribuição de energia elétrica de sua casa. Esse aparelho tem a função de cortar a vazão de corrente elétrica que causa choques;
  • Só permita que as crianças empinem pipas em campos abertos, com boa visibilidade, sem a presença de fios e postes de eletricidade. Oriente-as quanto aos riscos do uso do cerol e de retirar a pipa caso enrosque na rede elétrica;
  • Oriente sobre os perigos de entrar nas áreas das estações de distribuição ou nas de torres de transmissão;

Inflamáveis

  • Guarde fósforos, isqueiros, velas e outros produtos inflamáveis em locais altos e trancados, longe do alcance das crianças;
  • Muito cuidado com o álcool. Ele é responsável por um grande número de queimaduras graves em crianças. Guarde o produto longe do alcance delas. Não deixe que ele faça parte da brincadeira, principalmente quando já houver alguma fogueira ou chama por perto. O mais seguro é substituir qualquer versão de álcool por outros produtos de limpeza doméstica, como água e sabão;
  • Nunca jogue álcool sobre chamas ou brasas, nem utilize esse produto para cozinhar;
  • Use velas e candeeiros somente em cômodos onde há a supervisão de um adulto. Garanta que elas não estejam perto de objetos inflamáveis, como isqueiros, acetona, móveis de madeira, cortina, mosquiteiro ou colchões;
  • Só acenda velas em recipientes apropriados, como lamparina, ou em um prato fundo com água;
  • Apague velas e candeeiros quando sair de casa, mesmo que seja por poucos minutos;
  • Deixe itens inflamáveis, como roupas, móveis, jornais e revistas, longe da lareira, do aquecedor e do radiador;
  • Tire todos os aquecedores portáteis do alcance das crianças;

O que fazer em caso de incêndio?

  • Trace uma estratégia de saída de emergência e um ponto de encontro fora da casa, dessa forma todos os membros da família podem ser encontrados rapidamente;
  • Instale detectores de fumaça em todos os pavimentos de sua casa e em toda área de dormir. Os equipamentos devem ser testados mensalmente para comprovar seu bom funcionamento;
  • Ensine as crianças a se arrastarem embaixo da fumaça durante um incêndio para evitar intoxicação e a tocar nas portas antes de abri-las – se estiverem quentes, a criança deve usar uma saída alternativa;
  • Explique para a criança que ela nunca voltar a um prédio em chamas, por nenhuma razão, nem mesmo para ligar para o número de emergência. A ligação deve ser feita depois de deixar o edifício ou a casa;
  • “Pare, caia e role”. Oriente a criança para que, se pegar fogo em suas roupas, ela pare, deite no chão e role de um lado para o outro rapidamente para extinguir as chamas;
  • Caso a casa tenha detectores de fumaça, as crianças devem conhecer o som do aparelho e saber como agir ao soar o sinal.

 

Como prevenir quedas

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Dados

As quedas são hoje a principal causa de internação por motivos acidentais de crianças e adolescentes de zero a 14 anos no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2014, 58.081 crianças dessa faixa etária foram hospitalizadas vítimas de quedas.

Para ver outros dados sobre acidentes com crianças, clique aqui.

Características

De zero a quatro anos de idade, algumas características físicas e psicológicas próprias do desenvolvimento da criança podem favorecer as queda, como: não reconhecem os perigos, ainda estão desenvolvendo sua coordenação motora e o peso de sua cabeça possui uma proporção muito alta em relação ao peso total do corpo, o que favorece o desequilíbrio (a cabeça de um adulto equivale a 6% de sua massa corpórea; em crianças, essa proporção é de 25%).

Dos cinco aos 14 anos, o interesse pela velocidade, aventura e ousadia e a tendência a ser influenciado por um grupo também facilitam para que quedas aconteçam.

Dicas de prevenção

 

Em casa

  • As crianças devem brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são lugares para brincar;
  • Use portões de segurança no topo e na base das escadas e corrimão. Caso a escada seja aberta, instale redes de proteção ao longo dela;
  • Mantenha as escadas livres de objetos;
  • Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos. Os espaços das redes e grades devem ser de no máximo 6 cm;
  • Mantenha camas, armários e outros móveis longe das janelas, pois eles podem facilitar que crianças os escalem e se debrucem para fora do prédio ou casa;
  • Cuidado com pisos escorregadios e coloque antiderrapante nos tapetes;
  • Crianças com menos de seis anos não devem dormir em beliches. Se não tiver escolha, coloque grades de proteção nas laterais;
  • Ensine as crianças a guardarem seus brinquedos depois de brincarem;
  • Nunca coloque o bebê conforto em lugares altos, com superfícies lisas e escorregadias, como mesas e balcões;
  • Mantenha sempre uma mão segurando o bebê durante a troca de fraldas. Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, camas ou outros móveis, mesmo que seja por pouco tempo;
  • O uso de andadores não é aconselhado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Além de comprometerem o desenvolvimento saudável da criança, podem causar sérias quedas;

Na rua

  • Certifique-se de que os brinquedos serão usados em ambientes seguros. Brinquedos conduzidos pela criança, como bicicleta, patins e skate, não devem ser usados próximo a escada, rua, piscina, lago, etc.;
  • Ao andar de bicicleta, skate ou patins, o capacete é o equipamento fundamental. Ele pode reduzir o risco de lesões na cabeça em até 85%;
  • Crianças devem ser sempre observadas quando estiverem brincando nos parquinhos;
  • Conheça os parquinhos onde as crianças brincam. Verifique se os equipamentos estão enferrujados, quebrados ou contêm superfícies perigosas. Procure equipamentos apropriados para a idade das crianças e mostre para elas quais são os equipamentos apropriados para sua faixa etária;
  • O parquinho dever ser instalado em piso que absorva impacto, como um gramado, um piso emborrachado ou areia fina. Jamais deve ser instalado em piso de concreto ou pedra;
  • Ensine as crianças a não empurrar, não dar encontrões e nem se amontoar ao brincar em um parquinho.

Como prevenir envenenamento e intoxicação

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Dados

A intoxicação ou envenenamento é a quinta maior causa de internação por motivos acidentais entre crianças com idade de zero a 14 anos. Segundo o Ministério da Saúde, em 2014, 3.349 meninos e meninas dessa faixa etária foram hospitalizados por esse motivo.

Para ver outros dados sobre acidentes com crianças, clique aqui.

Características

A exploração do espaço é uma atividade importante para o desenvolvimento infantil. Crianças são naturalmente curiosas e colocar objetos na boca ou tentar pegar frascos com líquidos coloridos são comportamentos característicos dessa fase, mas que podem colocar os pequenos em grande risco de envenenamento e intoxicação não intencional.

Crianças podem ser envenenadas por muitos produtos domésticos comuns, como produtos de limpeza, cosméticos, bebidas alcoólicas, plantas, corpos estranhos, brinquedos, pesticidas, produtos de arte, tintas, álcool, medicamentos e vitaminas;

Quando exposta ao veneno, a criança sofre consequências mais sérias do que um adulto, pois possui uma estrutura corporal menor, seu metabolismo é mais rápido e seus órgãos internos são mais vulneráveis a danos quando atacados por toxinas.

Dicas de prevenção

 

Geral

  • Guarde todos os produtos de higiene e limpeza, venenos e medicamentos trancados, em lugar alto e fora do alcance das crianças;
  • Mantenha os produtos tóxicos em suas embalagens originais para não confundir as crianças;
  • Informe-se sobre quais produtos domésticos podem ser tóxicos. Itens comuns, como, por exemplo, enxaguantes bucais, podem ser nocivos se a criança os ingerir em grande quantidade;
  • Sempre preste atenção em onde deixa os produtos tóxicos enquanto os usa e mantenha supervisão constante sobre ele;
  • Dê preferência por produtos cujas embalagens possuam tampas de segurança a prova de abertura por crianças;
  • Quando adquirir um brinquedo ou qualquer outro produto para a criança, certifique-se que ele é atóxico, ou seja, que não contenha componentes tóxicos;
  • As tintas do berço e da parede de sua casa podem conter substâncias tóxicas, como chumbo e monóxido de carbono, que fazem mal à saúde da criança. Por isso, preste atenção à composição das tintas utilizadas em sua residência;
  • Mantenha os números dos telefones de emergência (SAMU: 192; Corpo de Bombeiros: 193) próximos aos aparelhos de telefone de sua casa.

Medicação

  • Jogue fora medicamentos com data de validade vencida e outros venenos potenciais. Procure por produtos de limpeza que você não utiliza mais e desfaça-se deles;
  • Sempre leia os rótulos e bulas e siga corretamente as instruções ao dar remédios às crianças, baseando-se em seu peso e idade. Use apenas o medidor que acompanha as embalagens de medicamentos infantis;
  • Nunca se refira a um medicamento como “doce”. Isso pode levar a criança a pensar que o remédio não é perigoso ou que é agradável de comer. Como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomar medicamentos na frente delas;

Produtos químicos e de limpeza

  • Não misture produtos químicos ou de limpeza. Essa nova mistura pode ser nociva e mais tóxica do que os itens sozinhos;
  • Evite o uso de produtos de limpeza sem qualquer garantia de qualidade e segurança.

Plantas

  • Mantenha plantas caseiras longe do alcance das crianças;
  • Supervisione as crianças se elas estiverem em algum lugar que as plantas não puderem ser removidas;
  • Ensine as crianças que elas não podem comer nada a menos que os pais ou quem estiver cuidando delas dê a elas;

Animais peçonhentos

O que fazer em casos de intoxicação ou envenenamento?

  • Entre em contato imediatamente como Centro de Controle de Envenenamento (CEE) de sua cidade para receber as orientações adequadas;
  • Tenha a embalagem do produto que causou a intoxicação sempre em mãos ao ligar para o CEE ou médico;
  • Nunca use produtos como antídotos sem que esses tenham sido recomendados pelo CCE ou por um médico.

Como prevenir acidentes com armas de fogo

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Dados

Segundo o Ministério da Saúde, em 2013, 28 crianças de zero a 14 anos morreram vítimas de acidentes com armas de fogo.

Para ver outros dados sobre acidentes com crianças, clique aqui.

Característica

Crianças têm um comportamento curioso e, muitas vezes, pais e responsáveis possuem percepções erradas sobre a capacidade de julgamento e habilidade das crianças. Muitas pessoas não sabem, mas crianças de três anos de idade já são fortes o suficiente para puxar o gatilho de muitos revólveres.

A maioria dos casos relacionados a disparos acidentais envolvendo crianças e armas de fogo acontecem porque essas não estavam guardadas descarregadas e em locais trancados. Crianças podem encontrar armas escondidas ou colocadas embaixo da cama, em armários ou dispensas.

Além disso, elas já estão familiarizadas com esses objetos porque assistem TV ou talvez porque brinquem com armas de brinquedo. Entretanto, até os 10 anos de idade, elas não entendem as consequências de um disparo em outra pessoa, não têm plena capacidade de julgamento dos riscos e das regras de segurança sobre a manipulação de armas. Até os oito anos, elas ainda não conseguem distinguir entre armas reais e de brinquedo ou entender completamente as consequências de suas ações.

Dicas de prevenção

  • De preferência, não tenha armas. A menos que sua profissão exija esse tipo de equipamento, desarme-se;
  • Se você possui uma arma, entenda o risco que está correndo e informe-se sobre as medidas de segurança necessárias para evitar problemas sérios;
  • Sempre guarde as armas de fogo descarregadas, travadas e fora do alcance das crianças;
  • Guarde as munições também em local trancado, separado da arma e longe do alcance das crianças;
  • Mantenha as chaves e as combinações da tranca ou cadeado escondidas em lugares separados das armas e munições;
  • Faça um curso de uso, manutenção e armazenamento seguro de armas;
  • Enfatize o perigo das armas para as crianças e expliquei que elas não são brinquedos;
  • Ensine as crianças a nunca tocarem em uma arma e a informarem a um adulto caso encontrem uma ou vejam outra criança com esse equipamento.

Como prevenir acidentes com animais

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Estudos mostram que o convívio entre as crianças e animais trazem muitos benefícios para a saúde e para o bem-estar de meninos e meninas 1. Entretanto, é preciso tomar alguns cuidados para evitar que acidentes ocorram.

Pensando em promover uma convivência mais harmoniosa e segura entre as crianças e os animais, a Criança Segura e a empresa de adestramento e consultas comportamentais Cão Cidadão firmaram uma parceria. Com isso, desde 2015, Alexandre Rossi,  também conhecido como Dr. Pet, passou a integrar o conselho da Criança Segura e a colaborar com a organização oferecendo apoio para a criação de conteúdo sobre prevenção de acidentes envolvendo pets.

Leia mais: Benefícios da criança para o pet

Os acidentes envolvendo crianças e cães podem ser evitados com alguns cuidados simples no dia a dia.

É importante ter em mente algumas características do comportamento infantil que podem levar à ocorrência de acidentes durante essa interação:

  • Crianças tendem a agir de forma imprevisível e mais ativa (correm, gritam, etc.) 2;
  • As crianças mais novas, especialmente, não possuem habilidades cognitivas completas. Por exemplo, ainda não compreendem que outros seres possuem desejos e intenções distintas das suas 3;
  • Crianças são menores e mais fracas do que adultos, por isso, as chances de mordidas na região da cabeça e do pescoço aumentam. Já nos adultos, as maiores incidências são nas extremidades do corpo 4.

 

Leia também: Gatos e crianças

 

Assista também:

 

Dicas de como prevenir acidentes com animais

  • A criança deve ser supervisionada por um adulto sempre que estiver em contato com algum animal;
  • Antes de adquirir um bichinho, pesquise sobre as raças e não se esqueça dos que estão para adoção. Dê preferência aos cães de temperamento mais dócil e aqueles que se dão melhor com crianças. Os cachorros já adultos são uma ótima opção por serem mais previsíveis e terem o comportamento já definido. Veja aqui um passo a passo para testar o comportamento dos cães, e escolher o que melhor se adapta a sua família;
  • Mantenha as vacinas do animal sempre em dia;
  • Se o bicho já fazia parte da família antes de a criança nascer, “apresente-o” ao bebê logo nos primeiros dias, para evitar o ciúme. Deixe que ele cheire a criança e, assim, entenda que ela é mais um membro da casa;
  • Ensine a criança a brincar com os cachorros. Diga que não se deve incomodá-los quando eles estiverem comendo, dormindo ou com filhotes, e também não a deixe bater no cachorro ou puxar seus pelos;
  • Explique a criança que ela não deve seguir o animal, mas sim esperar que ele venha até ela. Correr e gritar próximo ao bichinho também não é o indicado, pois esse comportamento pode estimular uma agressividade no animal;
  • Oriente a criança que, para brincar com um cachorrinho na rua, ela deve tomar alguns cuidados: checar se o animal está acompanhado de um dono antes de estabelecer contato com ele, perguntar para o dono se o cão é dócil e se é possível passar a mão nele. Explique que ela deve evitar passar a mão na cabeça e no rabo do bicho, bem como abraçá-lo;
  • Estimule a criança a conhecer os cachorros do bairro. Ao andar com os pequenos pela rua, ensine que não se deve colocar a mão para dentro dos portões das casas;
  • Ensine a criança a respeitar o espaço dos cães e não interagir quando eles não quiserem.

O que fazer em casos de mordidas?

  • Caso a criança seja mordida pelo cachorro, lave a ferida com água corrente e sabão, eleve o membro atingido e busque assistência médica (posto de saúde ou hospital). O médico avaliará a necessidade ou não de vacinar a criança contra a raiva;

Para ver outros dados sobre acidentes com crianças, clique aqui.

Dicas de segurança oferecidas por Alexandre Rossi e Criança Segura.

Referências:

  1. WALSH, Froma. Human‐Animal Bonds II: The Role of Pets in Family Systems and Family Therapy. Family process, v. 48, n. 4, p. 481-499, 2009.
  2. MORRONGIELLO, Barbara A. et al. A new approach to understanding pediatric farm injuries. Social science & medicine, v. 65, n. 7, p. 1364-1371, 2007.
  3. SELMAN, Robert L. The growth of interpersonal understanding. New York: Academic Press, 1980.
  4. SCHWEBEL, David C. et al. The Blue Dog: Evaluation of an interactive software program to teach young children how to interact safely with dogs. Journal of pediatric psychology, p. jsr102, 2011.

Como prevenir afogamentos

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Dados

No Brasil, os afogamentos são a segunda maior causa de morte e a sétima de hospitalização por motivos acidentais entre crianças com idade de zero a 14 anos. Em 2013, 1.107 pessoas dessa faixa etária morreram vítimas de afogamento, o que representa uma média de três óbitos por dia, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Para ver outros dados sobre acidentes com crianças, clique aqui.

Características

O afogamento normalmente ocorre de maneira rápida e silenciosa. Pode acontecer em um breve momento em que a criança encontra-se sem supervisão. Em apenas dois minutos submersa, a criança perde a consciência. Após quatro minutos, danos irreversíveis ao cérebro podem ocorrer.

Por possuírem a cabeça mais pesada que o corpo, crianças com até quatro anos de idade ainda não têm força suficiente para se levantarem sozinhas e nem mesmo capacidade de reagir rapidamente em uma situação de risco. Por isso, em caso de queda ou desequilíbrio, elas podem se afogar até mesmo em recipientes com apenas 2,5 cm de água.

Dicas de prevenção

 

Geral

  • Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo. Nessas situações, garanta que um adulto estará as supervisionando de forma ativa e constante o tempo todo;
  • Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso;
  • O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos. Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança, mas podem estourar ou virar a qualquer momento;
  • Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência sempre visível (SAMU: 192; Corpo de Bombeiros: 193);
  • Muitos casos de afogamentos acontecem com pessoas que acham que sabem nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes;
  • Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também;
  • Fique atento! Crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, seja uma banheira, pia, vaso sanitário, balde, piscina, praia ou rio;
  • Ensine as crianças a não correr, empurrar, pular em outras crianças ou simular que estão se afogando quando estiverem na piscina, lago, rio ou mar.

Piscina

  • Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m de altura e portões com cadeados ou trava de segurança. Atenção! Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;
  • Evite deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água.

Águas naturais

  • Tenha certeza que as crianças estão nadando em áreas seguras de rios, lagos, praias e represas;
  • Ensine as crianças a respeitarem as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e a verificarem as condições das águas abertas.

Ambiente doméstico

  • Depois do uso, mantenha vazios, virados para baixo e fora do alcance das crianças baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis;
  • Deixe a porta do banheiro e da lavanderia fechada ou trancada por fora e mantenha a tampa do vaso sanitário baixada (se possível, lacrada com um dispositivo de segurança);
  • Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados.

 

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